Jejum prática de piedade de todos os tempos

Sábado, 07/Julho/2018 – Ano B – Evangelho São Marcos.

13ª Semana T. Comum – Reflexão sobre Palavra de Deus.

Pe. Cássio Santos, CSS – Santuário N. Senhora Fátima – Palmas-TO.

 

Semeando a Palavra de Deus.

“Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração” (Salmo 84/85).

 

Leituras do dia – 1ª: Amós 9,11-15 – Salmo: 84(85) – Evangelho: Mateus 9,14-17.

 

O jejum é o tema do evangelho deste dia. Os discípulos de João Batista estão presos à mentalidade antiga quanto à prática do jejum, pois o relato do evangelho de Lucas deixa entrever que se praticavam tal prática de piedade duas vezes por semana (cf. Lucas 18,12) para apressar a vinda do Messias. Então, Jesus é interpelado desta forma: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” (v. 14). Temos aqui resquícios da lei antiga. Jesus os alerta para a nova lei da nova aliança e diz: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão” (v. 15). Ora, o noivo é expressão atribuída a Jesus, que se encontra presente no meio do povo e junto dos discípulos; então não é tempo de jejuar agora; o jejum será oportuno quando o noivo for tirado do meio do povo, ou seja, depois que Jesus passar pela paixão, morte e ressurreição. A parábola do remendo novo em roupa velha quer sinalizar as mudanças e transformações que Jesus propõe com a nova aliança do amor e da misericórdia. Não dá mais para permanecer cegos e presos à lei antiga, é tempo de mudança e de vida nova. Portanto, vinho novo se coloca em odres novos. Jesus é o novo, é a novidade que todos devem acolher e manter a chama da fé e da vida nova acesa para crescer cada vez mais com a presença e os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. O salmo de hoje nos ajuda nesta reflexão: “A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus” (vv. 11-12).  Deixemo-nos purificar pelo evangelho de hoje!

 

 

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