A esmola, a oração e o jejum

Quarta, 20/Junho/2018 – Ano B – Evangelho São Marcos.

11ª Semana T. Comum – Reflexão sobre a Palavra de Deus.

Pe. Cássio Santos, CSS – Santuário N. Senhora de Fátima – Palmas-TO.

 

Semeando a Palavra de Deus.

“Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai, que está oculto” (Mateus 6,6).

 

Leituras do dia – 1ª: 2 Reis 2,1.6-14 – Salmo: 30/31 – Evangelho: Mateus 6,1-6.16-18.

 

Jesus é o mestre que está formando os discípulos de outrora e que também serve para os discípulos de agora, do tempo atual. Jesus convida os discípulos a praticarem a justiça de forma discreta, importando somente que Deus saiba dos atos de justiça. É para serem justos interiormente consigo mesmos e com os outros, sem exibicionismo e sem vaidade no ato de ser justos. Deus vê tudo, Deus conhece o homem por inteiro. Jesus exorta os discípulos quanto à hipocrisia. Os discípulos devem ser sinceros, verdadeiros e autênticos. Nada de falsidades e mentiras. Então, Jesus discorre sobre três elementos básicos na vida do cristão: a esmola, a oração e o jejum, práticas comuns no tempo da quaresma. O discípulo de Cristo deve ser solidário com os necessitados e com os empobrecidos. Deve, portanto, dar esmola como gesto de caridade e compaixão: “Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a direita, de modo que a tua esmola fique oculta” (v. 3). É bastante patente a mensagem do evangelho. Nada de se exaltar e envaidecer diante de um ato de caridade como dar esmolas. Deus conhece o coração do ser humano. Não é para dar a esmola e depois ficar querendo reconhecimento, e por isso, receber bênçãos de Deus. Em seguida, Jesus fala sobre a prática da oração, como um encontro íntimo e particular com Deus: “Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai que está escondido, te dará a recompensa” (v. 6). É preciso criar um clima e escolher um lugar próprio para se estar na presença de Deus, sem incômodos e inconvenientes. A oração pessoal nos coloca em sintonia e comunhão com Deus. Orar com sinceridade sem hipocrisia, e sem querer mostrar-se como aquela pessoa que mais reza, e também, sempre querer menosprezar as outras como pecadoras. Por fim, Jesus fala do jejum como prática singular, mas que deve ser direcionada a Deus, dentro de um clima de silêncio, meditação e oração, sem exaltação e esbanjamento público da prática do jejum. Podemos escolher uma das práticas indicadas por Jesus para meditação: esmola, oração e jejum. Que proveito podemos tirar?

 

 

 

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